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Corpo em mala: suspeito conheceu vítima em abrigo da enchente no RS

Um homem de 66 anos está preso preventivamente como principal suspeito de assassinar uma mulher de 65 anos e ocultar partes do corpo em uma mala deixada na Estação Rodoviária de Porto Alegre.

Ricardo Jardim, publicitário, foi preso na última quinta-feira (4 de setembro) e responde pelo crime classificado pela Polícia Civil como feminicídio. A vítima foi identificada como Brasília Costa, manicure natural de Arroio Grande, região Sul do Rio Grande do Sul.

Como vítima e suspeito se conheceram

De acordo com depoimentos de familiares, Brasília e Ricardo se conheceram em um abrigo durante as enchentes que atingiram Porto Alegre em junho de 2024. O relacionamento entre ambos teve início logo após esse episódio.

Testemunhas relatam que o casal manteve um relacionamento intermitente – terminaram em outubro de 2024, mas retomaram a convivência há aproximadamente seis meses. Eles haviam planejado uma viagem para João Pessoa, na Paraíba, pouco antes do crime ocorrer.

Comportamento reservado e isolamento familiar

Segundo Raquel Costa, cunhada da vítima, Brasília nunca apresentou Ricardo formalmente à família. O publicitário justificava essa ausência alegando problemas familiares próprios.

  • A vítima possuía hábito de passar finais de semana inteiros na casa da família;
  • Após início do relacionamento, essas visitas tornaram-se cada vez mais raras;
  • A última visita ocorreu em julho, quando almoçou rapidamente e retornou após mensagens do suspeito;
  • Brasília era descrita por conhecidos como pessoa reservada que gostava de ficar sozinha.

Histórico criminal do suspeito

DataEventoDetalhes
2018CondenaçãoRicardo foi condenado a 28 anos de prisão pelo assassinato da própria mãe
15/01/2024Progressão de regimeJustiça autorizou progressão para regime semiaberto com monitoramento eletrônico
16/01/2024LiberaçãoFoi liberado da prisão
19/01/2024Apresentação obrigatóriaCompareceu ao Instituto Penal de Monitoramento Eletrônico
28/02/2024Tentativa de instalaçãoNão atendeu ligações para agendamento da tornozeleira eletrônica
06/04/2024Registro de foragidoFoi declarado oficialmente como foragido da Justiça
22/04/2024Pedido de prisãoMinistério Público solicitou expedição de mandado de prisão
06/02/2025Regressão de regimeJuízo regrediu regime para fechado e expediu mandado de prisão

Detalhes do crime e investigação

O corpo da vítima foi encontrado dentro de uma mala deixada no guarda-volumes da rodoviária no dia 20 de agosto. O volume permaneceu no local por aproximadamente 12 dias até que funcionários do setor decidiram abri-lo devido ao forte odor que exalava.

Estratégias de ocultação

  • O autor removeu as pontas dos dedos dos membros para dificultar identificação;
  • Manteve a cabeça separada como última parte a ser encontrada;
  • Essa estratégia visava retardar o reconhecimento da vítima pelas autoridades;
  • A cabeça ainda não foi localizada pela polícia.

Tentativa de dissimulação

Investigadores constataram que o suspeito manteve posse do celular da vítima após o crime e utilizou o aparelho para enviar mensagens à família, simulando que Brasília ainda estava viva. Essa ação impediu que amigos e familiares suspeitassem do desaparecimento e consequentemente não registraram ocorrência policial.

Elementos apreendidos e perícias

Durante a prisão do suspeito, a Polícia Civil apreendeu diversos itens que serão submetidos à análise pericial:

  • Celulares pertencentes à vítima e ao suspeito;
  • Notebook e outros dispositivos eletrônicos;
  • Comprovantes de transações financeiras entre ambos;
  • Documentos pessoais e materiais diversos.

Os peritos técnicos aguardam autorização judicial para acessar os dados completos dos aparelhos apreendidos.

Possíveis motivações

A investigação trabalha com a hipótese de motivação financeira para o crime. Foram encontradas evidências de que:

  • O suspeito tentou utilizar cartões de crédito e débito pertencentes à vítima;
  • Existiam transações financeiras regulares entre ambos;
  • Há indícios de movimentações atípicas após o desaparecimento;
  • O relacionamento apresentava aspectos de dependência financeira.

Próximas etapas da investigação

As autoridades policiais destacam que a investigação continua em andamento com as seguintes prioridades:

  1. Localização da cabeça da vítima para completa identificação e determinação da causa mortis;
  2. Análise pericial detalhada dos dispositivos eletrônicos apreendidos;
  3. Confirmação da autoria das mensagens enviadas após o crime;
  4. Rastreamento de movimentações financeiras e digitais relevantes;
  5. Busca por possíveis testemunhas e colaboradores do suspeito.

Contexto pessoal da vítima

Brasília Costa, conhecida como Bia entre amigos próximos, era divorciada e não tinha filhos. Natural de Arroio Grande, trabalhava como manicure e mantinha vida social discreta. Seu perfil reservado contrastava com a violência do crime que vitimou.

Familiares relatam mudança significativa em seu comportamento após início do relacionamento com o suspeito, incluindo redução drástica no contato familiar e alteração nos padrões de convivência social.

Situação processual do acusado

Até o momento da última atualização, Ricardo Jardim não havia constituído defesa técnica perante a Justiça. Seu histórico criminal anterior, particularmente o crime contra a própria mãe, representa agravante significativo no atual processo.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, com expectativa de conclusão das perícias técnicas nas próximas semanas.

Foto de Sarah

Sarah

Informações sobre o autor. Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Nulla non mi quis ex molestie pulvinar a id velit. In sit amet magna viverra, maximus ante laoreet, lobortis nisl. Integer consectetur urna in elit molestie, quis lacinia turpis cursus. Aenean vel metus sem.

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