Um grupo de quatorze estudantes de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, viaja nesta quarta-feira (4) para São Paulo com o objetivo de participar do Torneio Nacional de Robótica. A competição, que ocorre entre quinta e domingo, reúne mais de dois mil alunos de diversas partes do Brasil.
A delegação friburguense representa a equipe Tucanus, vinculada à Firjan SESI de Nova Friburgo. Eles competirão na categoria FRC, que se destaca pelo uso de robôs industriais de grande porte, podendo atingir até 55 quilogramas e mais de 1,5 metro de altura.
Inovação e Histórico da Equipe
Nesta edição do torneio, a equipe Tucanus apresenta uma abordagem inovadora para o controle do robô. Uma das alunas integrantes da equipe irá pilotar o equipamento utilizando uma guitarra gamer, dispositivo inspirado no jogo eletrônico Guitar Hero. Esta técnica substitui os controles convencionais, adicionando um elemento criativo à performance.
A equipe já possui um histórico de reconhecimento em competições nacionais. No ano de 2025, o técnico da Tucanus foi eleito o melhor técnico do Brasil durante o mesmo torneio, um feito que destaca a qualidade da preparação e da liderança do grupo.
Perfil dos Competidores e Objetivo Maior
Os estudantes que compõem a equipe têm idades entre 15 e 19 anos. Eles fazem parte de um contingente maior de mais de 80 jovens da rede Firjan SESI que estarão em São Paulo com um objetivo comum: conquistar uma vaga para representar o Brasil no Campeonato Mundial de Robótica, que será realizado nos Estados Unidos.
A participação no torneio nacional funciona como uma seletiva. As melhores equipes em cada categoria garantem o direito de competir no evento internacional, que reúne os principais times de robótica estudantil do planeta.
Detalhes da Competição e da Categoria FRC
O Torneio Nacional de Robótica é um dos principais eventos do gênero no país, servindo como vitrine para o talento e a inovação tecnológica desenvolvida nas escolas. A categoria FRC, na qual a Tucanus compete, é conhecida por seus desafios complexos que simulam tarefas industriais.
As características dos robôs nesta categoria incluem:
- Porte e Peso: São máquinas de grande dimensão, com peso máximo estabelecido em 55 kg.
- Complexidade: Envolvem sistemas mecânicos, eletrônicos e de programação avançados.
- Desafio Anual: A cada temporada, uma nova tarefa é apresentada, exigindo que as equipes projetem, construam e programem um robô específico para cumpri-la.
Impacto Educacional e Preparação
A participação em competições de robótica como a FRC vai além da disputa por troféus. Ela funciona como uma ferramenta pedagógica poderosa, integrando conhecimentos de diversas áreas do ensino. Durante os meses de preparação, os estudantes desenvolvem habilidades técnicas e comportamentais essenciais.
| Habilidade Técnica Desenvolvida | Habilidade Comportamental Promovida |
|---|---|
| Projeto mecânico e uso de softwares de modelagem 3D | Trabalho em equipe e divisão de tarefas |
| Programação de controladores e sensores | Resolução de problemas sob pressão |
| Noções de engenharia elétrica e pneumática | Planejamento e gestão de prazos |
| Orçamento e gestão de recursos para o projeto | Comunicação e capacidade de apresentação |
A jornada para o torneio começa meses antes, com a divulgação do desafio anual. A partir daí, a equipe segue um cronograma rigoroso que engloba todas as etapas de criação do robô.
Etapas de Preparação para o Torneio
- Análise do Desafio: A equipe estuda minuciosamente as regras e os objetivos da temporada, definindo a estratégia competitiva.
- Brainstorming e Projeto Conceitual: São geradas ideias para o design do robô, avaliando-se diferentes mecanismos para cumprir as tarefas.
- Projeto Detalhado e Prototipagem: Utilizando softwares especializados, a equipe desenvolve o projeto em 3D e constrói protótipos para testes.
- Construção e Montagem: É a fase de fabricação das peças e montagem final do robô, utilizando materiais como alumínio, policarbonato e componentes eletrônicos.
- Programação e Testes: Os estudantes escrevem o código que controla o robô e realizam extensivos testes de funcionamento e dirigibilidade.
- Pré-competição e Ajustes Finais: São feitos os últimos ajustes com base em simulações do jogo, e a equipe pratica as manobras e a cooperação em alianças.
A Jornada até São Paulo e Expectativas
A viagem para São Paulo marca o ápice de meses de trabalho intenso. Além do robô, a equipe leva consigo ferramentas, peças de reposição e todo o material necessário para possíveis ajustes de última hora no local da competição, conhecido como “pit”.
O torneio é realizado em um formato de alianças, onde três equipes se unem temporariamente para enfrentar outro trio em partidas eliminatórias. Isso exige não apenas um robô eficiente, mas também estratégia de jogo e capacidade de formar parcerias rápidas com outras equipes.
Para a comunidade de Nova Friburgo, a participação da equipe Tucanus é um motivo de orgulho, colocando a cidade no mapa nacional da robótica educacional e da inovação tecnológica protagonizada por jovens.






