Após mais de dois meses foragido, Carlos Vitor de Castro Cardozo, de 23 anos, foi recapturado pela Polícia Militar do Acre na noite de segunda-feira (1º). A prisão ocorreu durante patrulhamento no bairro Ilson Ribeiro, em Rio Branco.
O detento integrava o grupo de nove presos que fugiram do Complexo Penitenciário de Rio Branco em 19 de junho, na primeira fuga registrada no sistema prisional acreano em 2025. Com a recaptura, três indivíduos desse grupo já retornaram à custódia, enquanto seis permanecem foragidos.
Circunstâncias da captura
Segundo relatório da PM-AC, os policiais do 1º Batalhão avistaram Carlos Vitor em frente a uma residência. Ao perceber a aproximação das viaturas, ele tentou fugir entrando na casa e correndo em direção aos fundos do imóvel.
Os agentes conseguiram interceptá-lo no momento em que tentava escalar um muro para escapar. Após a imobilização, a consulta ao Banco Nacional de Mandados de Prisão confirmou a existência de mandado de prisão em aberto contra o indivíduo.
Confissão e encaminhamento
Durante a abordagem, Carlos Vitor admitiu espontaneamente sua condição de foragido do sistema prisional acreano há mais de dois meses. Ele apresentava um ferimento no pé que exigiu atendimento médico imediato.
O procedimento pós-captura incluiu:
- Encaminhamento ao Pronto-Socorro para tratamento do ferimento
- Realização de exame de corpo de delito
- Transferência para delegacia da Polícia Civil
Situação atual do preso
O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) informou que o detento ainda não retornou ao sistema prisional. Isso ocorre porque ele precisa cumprir procedimentos administrativos e judiciais obrigatórios antes do reintegro.
Entre essas etapas está a audiência de apresentação, onde um juiz determinará as condições de seu retorno ao regime carcerário.
Contexto das fugas no Acre
O sistema prisional acreano registrou três episódios de fuga nos últimos dois meses, totalizando 14 detentos atualmente foragidos. A primeira fuga, da qual Carlos Vitor participava, ocorreu no pavilhão P da Divisão de Estabelecimento Penal de Recolhimento Provisório.
| Data da fuga | Número de fugitivos | Recapturados | Foragidos |
|---|---|---|---|
| 19 de junho | 9 | 3 | 6 |
| Julho | 5 | 0 | 5 |
| Agosto | 3 | 0 | 3 |
Recapturas anteriores
O primeiro recapturado deste grupo foi Arthur Carvalho Gomes, de 28 anos, preso pela PM-AC em julho. No dia seguinte, Natanael do Nascimento Salgueiro, de 25 anos, foi apreendido no bairro Rosa Linda, no Segundo Distrito de Rio Branco.
As operações de recaptura têm envolvido patrulhamento intensivo em áreas conhecidas por abrigar foragidos e monitoramento de pontos estratégicos na capital e interior do estado.
Medidas de segurança
O Iapen informou que está implementando medidas adicionais de segurança para prevenir novas fugas, incluindo:
- Reforço na vigilância dos pavilhões
- Inspeções regulares nas celas
- Revistas mais rigorosas
- Modernização dos sistemas de monitoramento
As autoridades penitenciárias também estão revisando os protocolos de transferência e custódia de detentos considerados de alto risco.
Operações em andamento
A Polícia Militar e a Polícia Civil mantêm operações integradas para localizar os demais foragidos. As buscas concentram-se principalmente na região metropolitana de Rio Branco, mas também se estendem a municípios do interior.
As forças de segurança estão utilizando:
- Patrulhamento ostensivo
- Barreiras rodoviárias
- Monitoramento de pontos estratégicos
- Inteligência policial
Perfil dos foragidos
Os seis detentos restantes da primeira fuga possuem perfis diversos, mas todos respondem por crimes considerados graves pela legislação penal. As autoridades alertam a população para não abordar esses indivíduos, mas sim comunicar imediatamente qualquer informação às forças de segurança.
Os nomes dos foragidos ainda procurados são:
- Davi Castro de Souza
- Francisco Guimarães Santana
- Geovane Costa Almeida
- Isaquiel Martins de Souza
- Johnatan Silva Magalhães
- Ozeias Paulo Germana Ferreira
Implicações legais
A fuga de estabelecimento prisional configura crime previsto no artigo 352 do Código Penal, com pena de reclusão de um a quatro anos. Essa pena soma-se à condenação original do detento, podendo resultar em regime mais rigoroso de cumprimento de pena.
Para aqueles que auxiliam foragidos, a legislação prevê crime de favorecimento real, com penas que variam conforme a ajuda prestada.
Reação institucional
O caso tem mobilizado diferentes órgãos de segurança pública do estado. O governo acreano anunciou que está revisando toda a política de segurança prisional, com foco especial na prevenção de fugas e na modernização das unidades carcerárias.
Um comitê interinstitucional foi formado para elaborar um plano de ação que envolve:
- Melhoria da infraestrutura física
- Capacitação de agentes penitenciários
- Aquisição de equipamentos de segurança
- Fortalecimento da inteligência penitenciária
As autoridades afirmam que as medidas visam não apenas impedir novas fugas, mas também melhorar as condições gerais do sistema prisional acreano.






