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Oito suspeitos investigados por plano do PCC para matar promotor e diretor de presídios

Oito indivíduos são investigados pela Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo por envolvimento em plano do Primeiro Comando da Capital (PCC) para assassinar o promotor Lincoln Gakyia e o coordenador dos presídios do interior paulista, Roberto Medina.

As investigações apontam que cinco dos suspeitos já se encontram presos por tráfico de drogas, enquanto outros três foram alvo de mandados de busca e apreensão executados nesta sexta-feira (24). Durante as operações, um dos investigados foi detido em flagrante por porte ilegal de entorpecentes.

Cinco investigados presos anteriormente

Os cinco suspeitos que já cumpriam pena por tráfico de drogas tiveram sua participação no plano de execução descoberta após a apreensão e análise de seus aparelhos celulares. A inteligência policial identificou nas comunicações a intenção de matar as duas autoridades.

NomeApelidoFunção no plano
Jefferson Douglas Braz Santana“Proibido”Suspeito de monitorar o promotor Lincoln Gakyia
Diego da Silva Lima“Lima”Investigado por suspeita de monitorar o promotor
Wellison Rodrigo Bispo de Almeida“Corinthinha”Recebeu mensagens com informações sobre Medina
Victor Hugo da Silva“Falcão”Encontradas mensagens, fotos e vídeos sobre plano contra Medina
Sergio Garcia da Silva“Messi”Apontado como responsável por monitorar diretor de presídios

Três investigados alvos de operação

Nesta sexta-feira (24), a polícia executou 25 mandados de busca e apreensão em sete cidades do interior paulista:

  • Presidente Prudente
  • Álvares Machado
  • Martinópolis
  • Pirapozinho
  • Presidente Venceslau
  • Presidente Bernardes
  • Santo Anastácio

Os três investigados que tiveram suas residências vasculhadas são:

NomeApelidoSituaçãoAtuação no plano
Luiz Guilherme Lima da Silva“Portuga”Responde em liberdadeManteve contato com “Messi” para dar sequência ao plano
Thiago da SilvaPreso em flagrante por tráficoNegociou compra de fuzil em nome do PCC e teve ligação com outros investigados
Adilson Audinir Oliveira Júnior“Ju Machado”Responde em liberdadeManteve contato com “Messi” para participar do plano

Conexão com morte de ex-delegado

Em entrevista à GloboNews, o promotor Lincoln Gakyia revelou que a ordem do PCC para executá-lo e também Roberto Medina fazia parte do mesmo “salve” que culminou com a morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, ocorrida em setembro.

“Faz parte de uma mesma ordem que infelizmente culminou com a morte do delegado Rui Fontes. Neste mesmo ‘salve’ havia ordens para me matar e matar o doutor Roberto Medina também”, declarou o promotor, que integra o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP-SP.

Estratégias de monitoramento

As investigações revelaram que os criminosos alugaram uma casa a menos de um quilômetro de distância do condomínio onde reside o promotor Lincoln Gakyia. Imagens aéreas mostraram que o local servia como ponto de reunião e distribuição de drogas.

Os investigadores acreditam que os suspeitos planejavam atacar o promotor durante seu trajeto habitual entre a residência e o local de trabalho, em Presidente Prudente. A polícia obteve vídeos que mostram membros da facção traçando o percurso realizado pelo diretor de presídios Roberto Medina.

Métodos de comunicação da facção

Segundo o promotor Lincoln Gakyia, as ordens da cúpula do PCC para executar representantes do estado saíram do sistema prisional e foram executadas pelo grupo conhecido como “sintonia restrita”, composto por “indivíduos de alta periculosidade”.

“Informações de inteligência já mencionavam que havia ordens da cúpula do PCC inclusive dentro do sistema penitenciário federal. Não saem por telefone, saem através de visitas e muitas vezes através de advogados em conversas codificadas”, explicou o promotor.

Medidas judiciais determinadas

A Justiça autorizou a quebra dos sigilos telefônico e telemático dos oito investigados, permitindo que as autoridades aprofundem as investigações sobre possíveis envolvidos no esquema criminoso.

As defesas dos oito investigados não foram localizadas pela equipe de reportagem para se manifestar sobre as acusações. As investigações continuam em andamento para identificar a extensão completa da rede criminosa envolvida no plano de execução das autoridades.

Foto de Sarah

Sarah

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